03/12/2007
Dia 23 de dezembro, ‘20 Anos de Ethernidade de LUÍS’, a Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, O Bexigão, e Artistas que se propuseram participar dos trabalhos de montagem, vão apresentar a leitura encenada e festejada do Musical: ‘Cypriano e Chan-ta-lan’ ou’Folías e Sensações de 1973’’ DE LUIS ANTÔNIO MARTINEZ CORRÊA e ANALU PRESTES. A leitura começa às 14h30.
Luis etherno
Luis nasceu em 1950, em Araraquara, cidade onde foi ator, diretor, cenógrafo e tradutor no teatro amador. Foi para São Paulo em 1972, trabalhar como ator e assistente de direção de ‘Gracias, Señor’, no Teatro Oficina. Fundou o Grupo Pão e Circo em 1972, com a montagem de ‘O Casamento do Pequeno Burguês’, de Bertolt Brecht, que lhe rendeu o Prêmio Revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte.
Em 1975, mudou-se para o Rio de Janeiro. Montou ‘Titus Andronicus’, de William Shakespeare, para tratar da violência do jogo de poder. Sua estética já caminhava nessa época para a junção do teatro épico com o de variedades. Em 1978, com o fim do Grupo Pão e Circo, dirige ‘A Ópera do Malandro’, de Chico Buarque. Depois, veio ‘O Percevejo’, de Vladímir Maiakovski, que lhe rendeu o Troféu Mambembe de melhor diretor de 1981. Em seguida, dirigiu ‘Leonce e Lena’, de Georg Büchner, e, em 1984, ’ O Califa da Rua do Sabão’, vaudeville de Artur Azevedo. Começa a pesquisar arquivos de música e descobre letras e partituras que vão aparecer nos espetáculos Theatro Musical Brazileiro – Parte I (1860/1914) – que lhe rende o Troféu Mambembe de melhor diretor – 1985; Ataca, Felipe!, de Artur Azevedo, 1986, e Theatro Musical Brazileiro – Parte II (1914/1945), premiado com o Mambembe e com o Molière, 1987. Seus parceiros nessa época são a atriz Vera Holtz e o diretor musical Luiz Antônio Barcos.
Luis também foi professor Casa das Artes de Laranjeiras, CAL, e na Universidade do Rio de Janeiro, Uni-Rio.
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