O CORPO IMORTAL DO POETA LUíS


10/12/2007

O DUPLO DO POETA É O BODE CANTOR ETERNO CORPO FÍSICO ETERNO

O Corpo Imortal de Luis O Poeta Palhaço TragiCômicOrgyástico Do Theatro Musical Brazyleiro, Dos Mistérios do Teatro Nô Gêmeo de Brecht a Camareira Saraka cantora na Alemanha clamava ‘A Familha Brecht é de Araraquara!’

Transvive há mais de um Século de Facadas! Quantas bastariam pra matar seu corpo de mortal?

E os assassinos apaixonados Facadas se perguntavam Facadas E quantas para Matar ? Facadas Suicidar? Facadas Concentradas? Facadas epifanisadas? Facadas nesse Corpo Luíz, Facadas sangrando sangue Facadas sangrando emanações , Facadas vitais, Facadas eróticas, Facadas homoeróticas, Facadas poéticas, Facadas cômicas, Facadas trágicas, Facadas musicais, Facadas Nesse corpo Luíz Facadas que não morre Facadas Apolo inCorporado Facadas impecável , Facadas elegante Facadas sorriso largo constante Facadas Palhaço! Facadas Dionísios! Facadas Amante! Facadas

Esse Corpo-Alma Enfeitiçado Estava dentro dos Corpos Assassinos ATerrorizados Com a Beleza

Matar o que não Morre Dentro ou fora dos Corpos Assassinos Com Milênios de Facadas no Assassinado

Os Assassinos Tragicos Bodes Que clamam ‘Chega de Bode!’ Não se assumem Bodes Guardam-se em Armários Tentam suicidar o que está lá dentro Escondido O divino mortal apaixonado perdido.

A Origem da Musica no Vicente Celestino No Theatro Musical Brasileiro No Ébrio ÉbrIÓS Évios Bode Cantor O Bode Luís cantava Lulú Lulú Salomé, de Nietzsche, de Freud, de Jung De qualquer Vagabundo Lulú Luís Cantava o Assassinato de Lulú por Jack, o Estripador Na noite de Natal, Aventurava o Canto deste Bode Tinha no seu video cassette roubado Louise Brooks Cabra Cantora de único papel de sua vida: Lulu :Imortal no filme Imortal do cineasta alemão dos anos 30: Pabst

O Grupo de Assassinos Matou o mortal Luis O destino não deu o Tempo que Luis dirigisse Fernandinha Torres Cantando o Bode Lulú no Teatro Talvez se a peça chegasse a ser montada a tempo Não acontecesse o sacrifício desse Grande Bode Artista Cantor Mas os Assassinos conseguiram matar também Pela falta de confiança que a maioria dos artistas tem no Poder do Teatro, A montagem de ‘Lulú’ Que valeria pela Paz, mais que cem passeatas de branco com velas brancas.

Muitos quiseram esconder no Armário Guardado o Corpo do Assassinado na noite do nascimento de Jesus Mas os Bodes e as Cabras Baliram Dona Lina Martinez Corrêa, nossa Mãe de Sangue Dona Lina Bardi, nossa Iniciadora Muitos quiseram expor E foram presenciar o Corpo no Teatro Laura Alvim de Dionisios, Xangô Menino, acordado na Madrugada pelas Bacantes do Hemisfério Norte há mais de 2000 e 500 anos solares.

Luís nasceu no Tropico das Cabras, no Hemisfério Sul No dia do Ano Novo, do Natal abaixo do Ecuardor Ele e João, meu outro irmão, Poeta da Arquitetura, nasceram no mesmo dia 24, quando o Sol começava a distanciar-se de nós, Corpos do sul do Globo.

Quando Luis nasceu, em 1950, fazia frio, era Natal de São João Quando foi morto, dia 23 de dezembro às 14h30 fazia muito calor, O Corpo foi descoberto por um Policial que arrombou as portas do apartamento quando era Natal do Império do Hemisfério Norte e como sempre aqui no Sul Também. Luis bateu nos nossos dois Natais Com a Vida e com a Morte E A Ethernidade do Corpo de Sua Poesía Incorporada em nossos Corpos de Bodes Trágicos Cantores Que vamos Cantá-lo Ethernamente A maneira de Nara Leão a cantora que mais Luís amava, No tom da musica predileta dele Speak Low

A Luiz (como dizem os cariocas seu nome) Retorna agora forte, na Cena Tragica do Natal de 1987 ilumina o Inferno. Eu Minha mãe, Meus irmãos Irmãs Sobrinho(a)s, Amigos Primos, Muitíssimas pessoas que Adoravam Luís Perguntavam Por quê? E Por que mais de 100 facadas?

Eu estava terminando de ler a Bio-grafía De Oswald de Andrade Da Bíomééécológrafa Maria Augusta Fonseca

Na Cena da Morte no Ostracismo, do Nosso Zeus Bode Cantor de olhos azuis Iemanjá , comPassionado vivi minha Morte a de Luís, a de Cacilda, a de Glauber, a dos Bodes Cantores como Oswald a de ReOsvald seu filho Paulo Marcos, RimbOswald Cara, corpo, olhos, talento, deboche, poesia do Pai Acidentado aos 18 anos, Ouvei os gritos da nossa Maria Antonieta, a Alkimim, mãe de Pauloswald Se jogando pela janela.

É o mistério da Antropofagía Em contraste com o Baixo Assa-cinismo Os que não conseguem Comer , a Carne Humana dos Poetas. Luís, Dionisio Corpo de Minotauro Quiseram matar.

Quem não come quis, quer, Matar Matar em sí, a Paixão.

Mas este Corpo que, com quase um século de facadas, reexiste, como

Comemos

Não é que comungamos, é que ele, este Corpo. inCorpora-se no nosso corpo

Eu quero cada vez mais o Corpo Mortal e o Imortal de Luis, dentro do meu Corpo Mortal de 70 anos, suportados por meu Corpo duplo de Poeta,

Como Luis como todos os Bodes Cantores, em nós cabem todos os Bodes Poetas de Todos os Tempos. no Escandaloso Canto da Paixão da Alegria Erótica!

Getúlio Vargas O Patriarca Deu no Brasil a origem desta dinastía Suicidou o Patriarcalismo E deixou para o Coro de Bodes A Carta Testamento

Meu Filho, te vira teu pai se suici-doou foi até onde deu, Toma que o filho é teu O Imperio tem um golpe engatilhado, Mas meu corpo eu dou, pra ser este golpe por 10 anos adiado

e assim,

o ‘Pai dos Pobres’ Virou Mãe Pariu dez anos Da vida da nossa geração Porra louca,bossa nova,cinema novo, teatro de arena, oficina, Plinio Marcos, Helio Oiticica, Zé Vicente, Criou-se um chiqueiro sem cercas, de ovelhas negras Como o que eu vi com meus olhos Em Joazeiro, a beira do São Francisco

No enterro de Carmem Miranda De Garincha Os Corpos de Luis e Paulo Marcos Incorporados no Corpo do Coro da Tragédya Brazyleira que traz o Qorpo Santo que os Assassinos, não souberam Comer em Luís

Eu venho de perto do Rio da Sombra da Paixão Dos Indíos, o ‘Opará’ O Velho Chico Do Bode Cristão Bode Bispo Luis Flavio Que Faz Cantar Seu Estômago Vazio Com um Coro Cuicando o Desvio do SãoFrancisco Alimentados só pela água do Rio Corpo do Físico do Poeta Do Santo de Lorca a Luís, de Luis Flavio do Coro Jejuante das Marias A alma física do Santo, do Poeta do Herói do Anti-herói, persiste

E nós Comemos pelos que jejuam Nós reforçamos estes Corpos Vivos Com o Vinho de Luís de 20 anos Agora, Hoje E no dia 23, Encontrado no dia 24

O Corpo na Campa do Cemitério de Araraquara Ebrio Comido renascido dos vermes de Terra.

O Corpo do Sangue dos lençóis sêcos da cama d’Ele, queimados na Praia enfrente ao Cassino da Urca emparedado pro Mar

O Corpo Ritualizado pelos Coros dos Corpos, Ditirambando batidas dos Tambores da Noite do Ogan Sergipe Misturada aos Coros dos Musicais dos Bodes de Todos os Theatros de Araraquara de São Paulo, do Rio. O Corpo de Marcelo Drummond São Sebastião Nú, Vestido com minha Mascara Mortuária de irmão parecido de Luis , Feita pelos atores de seu ultimo espetáculo ‘Taniko’ e com flexas de mais de 100 facadas, que foram sendo retiradas, uma a uma desferidas, misturadas as cinzas de Luís, numa Cumbuca levadas por MarCelo Sebastião Liberto Dionisios á Mar pros Peixes da Guanabara no dia de São Sebastião de Euclides da Cunha do Rio, dia 20 de Janeiro de 1988.

Durante 19 anos, todos os dias 23 de dezembro, as 14h30 cultivamos na agricultura teatral este Corpo chamamos dia da Ethernidade de Luís nós, da Associação Cambiante Teatro Oficina Uzyna Uzona, tiramos férias depois desse dia.

Estes ritos inspiraram sempre Nossos anos sequentes. As emanações imortalisadas deste Corpo , vem trazendo a dificílima mas poderosíssima revolução cultural brazyleira antropofágica, vivida em nossos Corpos. Os vestígios de Luís, ‘essa bichona assasinada’ como na Radio gritava o Atanásio, em seu Armario Boçal ,vem nos inspirando todos os fins-começo de ano.

Neste 23 de dezembro de 2007

Todos os Sac(r )ifi-suicidados Assassinados Não devorados Não comidos Todas estas Ovelhas Negras São hoje não um enorme Chiqueiro como eu ví Proximas ao Bairro de Joazeiro ‘Piranga’, Ex ‘Ypiranga’ Onde Gilberto João e seu Violão deram os seus primeiros Cantos de Bodes Speak Low ás Margens do São Francisco , começando a tirar a cera de nossos cadaverizados ouvidos.

Não estamos mais sós ,no meio de ovelhas brancas, Somos muitas, de todas as cores, e não queremos mais ser sacrificadas Faremos tudo para merecer mais ainda o sacrificio, fora de todos os chiqueiros. Nossa revolução Cultural ,vem pra acabar com os sacrifícios Não somente dos sacrificados , mas dos que sacrificam. Botam abaixo muitos Armários . Prateleiras, Cofres, Segredinhos. Talvez até criem-se outros Grilhões e Máscaras, dos que não conseguirem suportar a crueldade da virada que o Teatro exige de transmutar o Tabu em Totem. Mesmo dentro da nossa propria Associação Teatral, como os que desertam sem terem desejado todas as curvas, e vão formar , ao lado dos ‘Grupos de Odio’, os ‘Hate Groups’da sociologia Americana.

Nossas Bombas , nossos  Berros Cantantes

Luís este ano comparece com o Qorpo da Sua Dramaturgia , seu Conto de Fadas: ‘Cypriano & Chan-ta-lan’ ou ‘Folias e Sensações de 1973’ peça proibida pela Censura que eu tive a sorte de ver encenada num cubículo de uns 3×3: o Laboratório de Fotografía do antigo Oficina da Companhía Ltda, com Luís dirigindo minhas sobrinhas Anas: Flora-Helena-Lúcia, alunos do Colegio onde ele dava aulas de Teatro, Cenografado, Figurinado, pela Diva Protagonista de sua futura Companhia o ’ Pão e Circo’ Ana Lú Prestes com quem Luis divide a autoria do Poema Mágico Tragico Farsesco Musical

Vamos em menos de 15 dias, fazer um Ensaião-Rito Aberto , juntar os Corpos que querem viver esta Paixão, por amor a ela, Paixão, e depois o Bexigão vai montar com todo rigor no tempo que necessário for. que está estudando a Paixão de Luís, Pra saber como resumir e apresentar este acontecimento, nesta digitação , que quero inspirada pelo Corpo que não morreu nem com 107 facadas. Eu quero entortar essas facas,

Vou ler a peça agora com o Bode Lucas Weglinski

as que matam e as que não matam.

Dia de Iemanjá 8 de dezembro de 2007

M E R D A


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