22/05/2008
A revista eletrônica Questão de Crítica entrevistou José Celso e Marcelo Drummond juntos. Os dois falaram sobre a crítica, Vento Forte, Artaud, Sertões em Canudos e no mundo, o público e o Jubileu.
ZÉ CELSO – É que a função do crítico no mercado de teatro explícito, portanto no jornal, passou a ser a de um serviço que ele presta aos leitores do jornal. Então ele faz uma crítica, geralmente, de acordo com os valores do público que o jornal tem.
MARCELO DRUMMOND – Mas eu acho que não é de hoje… isso é de sempre. O Décio de Almeida Prado, a mesma coisa. Qualquer um… a Mariângela [Alves de Lima] a mesma coisa, todos eles fazem de acordo com o público e com o tempo que vivem; isso determina o modo de pensamento deles. O crítico, como crítico, faz parte desse tempo também.
ZÉ CELSO – Mas tem um lado hoje, onde se radicalizou a crítica como prestação de serviço. E por isso que Bárbara Heliodora passou a ser uma crítica tão importante, porque ela é uma grande prestadora de serviço.
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